Meus queridos,
Muitos são os caminhos... a verdade é descortinada... e a vida é despertada em todo o seu esplendor!!!
Saudações,
Marcos
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A Bhagavad Gita, a “Sublime Canção” da Índia, cujas origens remontam ao tempo dos Vedas, apareceu cerca de 5.000 anos antes da Era Cristã. Através dos diálogos entre Krishna (Eu Superior do homem) e Arjuna (Ego humano), ensina que o homem deve agir por amor ao aperfeiçoamento do seu Eu divino, do seu Atman, da sua alma, embora através dos canais do seu ego humano.
Segundo a concepção cósmica da filosofia oriental, toda a atividade do homem profano é fundamentalmente trágica, eivada de culpa, ou karma, porque quem age é o ego, e esse ego é uma ilusão funesta e tudo que o ego ilusório faz é necessariamente negativo, contaminado de culpa e maldade.
Se tal é toda e qualquer atividade do homem profano, então estamos diante de um dilema inevitável: ou agir e onerar-se de culpa – ou não agir e assim preservar-se de culpa.
Grande parte da filosofia orienta optou pela segunda alternativa do dilema: não agir, entregar-se a uma total inatividade, abismar-se numa eterna meditação passiva, a fim de não aumentar o débito negativo do karma.
A Bragavad Gita, porém, não recomenda nenhuma dessas duas alternativas: nem o não-agir e preservar-se de culpa nem o agir e cobrir-se de culpa. A Gita descobriu um terceiro caminho: o de agir sem culpa ou karma.
